O Rei da Bucha Vegetal

O produtor Alisson Felix, decidiu apostar neste negócio. Em 20 anos, se tornou o REI DA BUCHA VEGETAL DO BRASIL.

Fazer o uso da Bucha Vegetal é uma questão cultural em várias regiões do mundo. E no Brasil, não é diferente.

O solo e clima do cerrado colaboram muito para o cultivo da planta.

O produtor Alisson Felix, CEO do Grupo Fibra Forte, sediado em Pirenópolis, Goiás, decidiu apostar neste negócio.

Em 20 anos, se tornou o REI DA BUCHA VEGETAL DO BRASIL.

 

Acompanhe na reportagem do Globo Rural, Jornal do Campo da TV Anhanguera, com Marcio Venicio Nunes, Jornalista e documentarista, Janaina Honorato, editora e repórter #jornaldocampo e cinegrafista Edivaldo Salvador.

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O que muita gente vê apenas como um complemento na renda familiar, Alisson, enxergou como uma aposta na sua vida profissional há 20 anos atrás.

Alisson uniu sua experiência como vendedor com a tradição familiar na agricultura, que herdou do seu pai Vicente. Assim, decidiu apostar no mercado de bucha vegetal.

“Na época, em 1999, a bucha vegetal já era vista como agro sustentável. Havia uma caminhada com a retomada ao campo, e isto fez com que acreditássemos que seria uma forma de geração de emprego e serviços. Percebemos que o GFF, não estaria sendo sustentável apenas com o fruto, mas também com a mão de obra alocada hoje.

 

Elizabeth Gomes, CHRO e Alisson Felix, CEO do Grupo Fibra Forte

Juntamente com sua esposa, Elizabeth Gomes, CHRO do GFF, e investimentos de hectare em hectare na Fazenda Boa Vista em Pirenópolis, Goiás, Alisson se tornou o REI DA BUCHA VEGETAL DA AMÉRICA LATINA.

A área de cultivo da fazenda é de 30 hectares, com 60 mil pés de bucha vegetal. Por ano a fazenda produz 1 MILHÃO DE BUCHAS INTEIRAS. É a maior área de cultivo de buchas vegetais da América Latina.

Para garantir produção, Alisson e sua equipe, tiveram que aprender como cultivar esta planta.

O processo da bucha vegetal é muito rápido. Do plantio à colheita são 5 meses. Durante este período ela cresce desenvolvendo as ramas e caule rapidamente. Se não fizer o manejo de maneira adequada, não produz o fruto, nosso principal produto.

Com o tempo, Alisson encontrou uma variedade produtiva de interesse comercial: a espécie africana – cilíndrica rosa, que é a bucha de metro.

Auster, gerente de produção da Fazenda Boa Vista, ressalta que a plantação só funciona bem se tomar todo o cuidado com as etapas de cultivo.

Marcio Venicio, jornalista e Auster, gerente de produção da Fazenda Boa Vista do Grupo Fibra Forte
A bucha começa desde da semente, fazendo a seleção, tratamento e preparar o solo para o plantio. O fruto bom começa desde a semente. Aramos a terra, adubamos com esterco, fazemos cobertura, todo o processo, e plantamos. Dentro de quinze dias irrigamos, um dia sim, outro não. Fazemos a ferti irrigação.

No estaleiro a planta é encontrada em mdiferentes fases de desenvolvimento:

  • buchas já na hora de colher
  • buchas ainda na metade do seu desenvolvimento
  • buchas que ainda estão brotando
  • buchas que estão soltando a flor, podendo ser fêmea ou macho

O ciclo da bucha é de maios ou menos 5 meses.

E onde tem flor tem abelha fazendo o papel de polinização. E beija-flor também não falta no parreiral.

Cuidados no cultivo

É sempre importante não tocar nas buchas, já que ela pode apodrecer naquele local.

Momento certo de colher a bucha

  • talo amarelado
  • ponta amarelada
  • peso leve por volta em média de 1 kg, visto que o peso de uma bucha verde é em média 5 kg

Semente própria

A produção de sementes não tem segredo, acontece a partir da seleção das melhores buchas.

Em cada parreiral se tem mais ou menos 1400 pés de buchas vegetais. Retira-se uma média de 100 sementes para o plantio.

Curioso é que em uma bucha deve ter mais ou menos umas 300 sementes, no mínimo, ressalta Auster. 

Com uma única bucha é possível fazer vários produtos para serem comercializados. Em média uma bucha inteira dá oito buchas beneficiadas.

Processo Artesanal

Logo depois da colheita, a bucha vai pra área de processamento:

  1. Lavagem:
    A bucha é lavada nos tanques com água ph 5,6.
  2. Limpeza:
    Retira-se a casca de maneira artesanal.
  3. Secagem:
    Nos estaleiros a bucha inteira é colocada para secar ao sol.
  4. Indústria:
    Com transporte próprio, a bucha é lavada para a cidade de Pirenópolis.
    Com processos semianuais é aberta, amassada em cilíndricos, cortada, costurada e embalada.

Alisson ressalta, que este mercado ainda tem muito para ser explorado no Brasil. Através da pesquisa feita em redes de supermercados, em cada 10 pessoas somente três utilizam esponja pra banho, a nossa bucha vegetal. Sete pessoas ainda utilizam a bucha sintética, que não é biodegradável.

O Grupo Fibra Forte incentiva o consumo consciente focado na sustentabilidade dos negócios.

Infelizmente a bucha sintética é ainda a mais aceita pela população, portanto estamos nesta jornada, trazendo informação e incentivando o consumo consciente para o mundo.

Esperamos que o consumo consciente cresça e se prolifere no Brasil, como nos países desenvolvidos, onde produto biodegradável é aceito de forma natural.

Alisson, afirma com otimismo que em breve estará com um mercado duas ou até três vezes maior. E é com este otimismo que mesmo com a pandemia, investiu no aumento do cultivo da bucha vegetal e ainda pretende aumentar sua produção ainda em 2021.

Serão investimentos em tecnologia, controle de processos, controle de qualidade, novos profissionais, tudo para garantir qualidade premium aos mais de 600 produtos GFF, que passam por um padrão rigoroso de escolha de fornecedores, logística, fiscalização e testes, antes de chegar nas gôndolas dos supermercados, mercados, farmácias, atacadistas em geral.

Assim, planeja aumentar sua área de atuação no mercado brasileiro, com todos as marcas, e adentrar no mercado internacional.

GFF Rumo a 2030

Neste ano de 2020, o Conselho Diretor do Grupo Fibra Forte anuncia uma nova estrutura organizacional simplificada, com o objetivo de acelerar o crescimento e a rentabilidade do GFF.

Com esta reorganização, as empresas fisicamente se organizaram em único espaço físico e online, deixando claro que, todas as marcas fazem parte de uma mesma organização. A Nova Sede ficará pronta no primeiro semestre de 2021.

“Esta nova estrutura trará as marcas mais perto dos negócios de seus clientes acelerando os processos de tomada de decisão. O ramo de nossos negócios está passando por uma aceleração crescente de mudanças alimentadas por megatendências, automação industrial, novos serviços, produtos biodegradáveis. As organizações precisam se adaptar, revitalizar seus negócios rumo a sustentabilidade e para responder ao mercado, que está cada vez mais exigente”, como afirma o CEO Alisson Felix Lopes.

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